Perda de Tempo - contos breves

12/04/2019

Ter sido criança nos anos sessenta teve lá suas vantagens pois as diversões eram, na sua maioria, brincadeiras que se podia fazer sem muita tecnologia e com alto grau de improvisação, fato que talvez justifique a mentalidade criativa da minha geração que permitiu fabulosos avanços em todas as áreas de atuação.

Por outro lado, viver numa vilinha, em uma cidade que ao mesmo tempo que era uma metrópole, convivia com um provincianismo, digno das pequenas cidades do interior me parece fascinante, principalmente se comparado à época atual, onde nós somos prisioneiros dentro das nossas casas e não conhecemos o rosto do nosso vizinho de apartamento. Naquele tempo ir para a rua brincar era um momento de prazer e diversão, não de insegurança e medo. Me aponte hoje, uma criança de classe média que brinque na rua pública. Só se for em condomínios fechados

Esses contos foram criados para resgatar imagens que estão presentes na minha memória por mais de cinquenta anos. É um texto amador, feito com mais emoção que técnica, que pretende compartilhar um pouco de um passado de uma criança comum, que virou um homem comum que certamente não deixará nenhum legado.

Por isso, vamos voltar um pouco no tempo "and let's rock and roll".

Para maiores informações ligue para 11 3564-9422